04/04/2013

A Palavra, Nosso Alimento Espiritual

O que vem a Mim jamais terá fome; e o que crê em Mim jamais terá sede. João 6:35.

Nesta época do mundo há muitos que agem como se estivessem livres para contestar as palavras do Infinito, para rever Suas decisões e estatutos, apoiando, revisando, reformulando e anulando como lhes aprouver. Nunca estamos seguros enquanto somos guiados por opiniões humanas, mas estamos seguros quando somos guiados por um "Assim diz o Senhor". Não podemos confiar a salvação de nossa vida a um padrão inferior às decisões de um Juiz infalível.
Aqueles que fazem de Deus o seu guia e de Sua Palavra o seu conselheiro contemplam a lâmpada da vida. Os vivos oráculos de Deus guiam os seus pés em caminhos retos. Os que são dirigidos dessa maneira não se atrevem a julgar a Palavra de Deus, mas afirmam sempre que é Sua Palavra que os julga. Eles obtêm sua fé e religião da Palavra do Deus vivo. Ela é o guia e conselheiro que dirige o caminho deles. A Palavra de Deus é de fato uma luz para os seus pés e uma lâmpada para o seu caminho. Eles andam sob a direção do Pai da luz, em quem não há variação, nem sombra de mudança. Aquele cujas ternas misericórdias estão sobre todas as Suas obras torna o caminho dos justos como luz fulgurante, que brilha cada vez mais até ser dia perfeito.
A Palavra de Deus deve ser o nosso alimento espiritual. "Eu sou o pão da vida", disse Cristo; "o que vem a Mim jamais terá fome; e o que crê em Mim jamais terá sede." João 6:35. O mundo está perecendo por falta da verdade pura e não adulterada. Cristo é a verdade. Suas palavras são verdade, e têm mais valor e mais profunda significação do que se apresenta superficialmente. ... As mentes que são vivificadas pelo Espírito Santo discernirão o valor destas declarações. ...
Todo judeu sincero foi convencido por sua consciência de que Jesus Cristo era o Filho de Deus, mas o coração, em seu orgulho e ambição, não queria ceder. Quando a verdade só é aceita como verdade pela consciência, quando o coração não é estimulado nem se torna receptivo, apenas a mente é influenciada. Mas quando a verdade é aceita como verdade pelo coração, ela passou pela consciência e cativou o espírito com os seus princípios puros. Ela é colocada no coração pelo Espírito Santo, o qual revela sua beleza à mente, para que o seu poder transformador se faça notar no caráter. ...
A religião verdadeira está incorporada na Palavra de Deus, e consiste em estar sob a orientação do Santo em pensamento, palavra e ação. Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida toma o pesquisador humilde, diligente e sincero, e diz: Segue-Me. Ele o conduz no caminho estreito, à santidade e ao Céu. ... E todos os que decidem seguir inteiramente ao Senhor serão guiados no caminho real. Review and Herald, 29 de março de 1906.

O Pão da Vida e o Manto da Justiça

Porque o pão de Deus é O que desce do Céu e dá vida ao mundo. João 6:33.

Se vós, pois, sendo humanos e maus, "sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem?" Luc. 11:13. O Espírito Santo, Seu próprio representante, é o maior de todos os dons. Todas as "boas coisas" se acham compreendidas nesse dom. O próprio Criador não nos pode dar coisa alguma maior, coisa alguma melhor. Quando rogamos ao Senhor que tenha piedade de nós em nossa aflição, e nos guie por Seu Santo Espírito, Ele nunca rejeitará nossa oração.
É possível que mesmo um pai terrestre desatenda a seu filho com fome, mas Deus jamais desprezará o grito do necessitado e anelante coração. Com que maravilhosa ternura descreveu Ele o Seu amor! Eis, para os que nos dias escuros, julgam que Deus os esqueceu, a mensagem do coração do Pai: "Sião diz: Já me desamparou o Senhor; o Senhor Se esqueceu de mim. Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, Eu, todavia, Me não esquecerei de ti. Eis que, na palma das Minhas mãos, te tenho gravado." Isa. 49:14-16.
Toda promessa na Palavra de Deus nos fornece assunto de oração, apresentando a empenhada palavra de Jeová como nossa garantia. Seja qual for a bênção espiritual de que necessitemos, cabe-nos o privilégio de reclamá-la por meio de Jesus. Podemos dizer ao Senhor, com a singeleza de uma criança, justamente o que necessitamos. Podemos declarar-Lhe nossos negócios temporais, pedindo-Lhe pão e roupa da mesma maneira que o pão da vida e o vestido da justiça de Cristo. Vosso Pai celeste sabe que tendes necessidade de todas estas coisas, e sois convidados a pedir-Lhas. É mediante o nome de Jesus que se recebe todo favor. Deus honrará esse nome, e suprirá vossas necessidades dos tesouros de Sua liberalidade.
Não esqueçais, porém, que, ao vos chegardes a Deus como vosso Pai, reconheceis vossa relação de filho. Não somente confiais em Sua bondade, mas em tudo vos submeteis ao Seu querer, sabendo que Seu amor é imutável. Entregai-vos para fazer-Lhe o serviço. Foi àqueles a quem Jesus mandou que buscassem primeiro o reino de Deus e Sua justiça, que Ele deu a promessa: "Pedi e recebereis." João 16:24.
Os dons dAquele que tem todo poder no Céu e na Terra, estão reservados para os filhos de Deus. Dons tão preciosos que nos advêm por intermédio do precioso sacrifício do sangue do Redentor; dons que satisfarão os mais profundos anseios do coração; dons tão perduráveis como a eternidade, serão recebidos e desfrutados por todos os que se aproximarem de Deus como criancinhas. Tomai as promessas de Deus como vos pertencendo, alegai-as diante dEle como Suas próprias palavras, e recebereis a plenitude da alegria. O Maior Discurso de Cristo, págs. 132-134.

25/03/2013

Jesus Celebra a Sua Primeira Páscoa

Ora, todos os anos, iam seus pais a Jerusalém, à Festa da Páscoa. E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. Luc. 2:41 e 42.

Todos os anos José e Maria subiam a Jerusalém para a festa da páscoa, de acordo com os requisitos da lei judaica. Os dias da infância de Jesus haviam terminado. Ele ingressara no período da juventude. José e Maria, segundo o seu costume, prepararam-se para fazer a longa viagem a Jerusalém. Eles levaram Jesus consigo. Foram junto com muitos outros que se dirigiam a Jerusalém para observar essa festa solene.
À mente humana é impossível compreender as meditações do Filho de Deus enquanto olhou com interesse para o Templo pela primeira vez. Não podemos imaginar quais foram os Seus pensamentos ao andar nos seus átrios, e discernir com os olhos a obra do sacerdote ministrante, o altar com a vítima ensangüentada, o sagrado incenso subindo a Deus e os mistérios do Santo dos Santos atrás do véu, e compreender a realidade que essas cerimônias prefiguravam. Cristo mesmo era a chave para decifrar todos esses mistérios sagrados que só eram entendidos vagamente por José e Maria. Tudo isso fora instituído para representar a Cristo e cumpriu-se em Sua morte.
A páscoa era o nome dado a essa cerimônia em comemoração do prodigioso evento que foi a saída dos hebreus do Egito. Na noite em que eles saíram do Egito, o anjo destruidor entrou em todas as casas e matou todos os primogênitos, desde o filho mais velho do rei no seu trono, até o primogênito do escravo de posição mais humilde. ...
O Senhor deu instruções especiais aos hebreus, ordenando que cada família matasse um cordeiro e aspergisse o sangue nos batentes das portas, para que quando o anjo destruidor empreendesse sua missão de morte, o sangue sobre a ombreira da porta fosse para eles um sinal de que aqueles que se achavam dentro da casa eram os adoradores do Deus verdadeiro. O anjo da morte passou por alto as casas assim designadas. Ordenou-se que nessa noite memorável os hebreus estivessem preparados para a sua viagem. ...
De acordo com as instruções que lhes foram dadas por Deus, todos eles se achavam preparados para a viagem, prontos para a ordem de saída do Egito. ...
Conquanto a instituição da páscoa apontasse para trás, ao maravilhoso livramento dos hebreus, ela também apontava para a frente, mostrando a morte do Filho de Deus antes que ocorresse. Na última páscoa que nosso Senhor observou com os Seus discípulos, Ele instituiu a Ceia do Senhor em lugar da páscoa, para que fosse observada em memória de Sua morte. Não tinham mais necessidade da páscoa, pois Ele, o grande Cordeiro antitípico, estava pronto para ser sacrificado pelos pecados do mundo. O tipo encontrou o antítipo na morte de Cristo. Youth's Instructor, maio de 1873.

Jesus veio Buscar e Salvar o Perdido

Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. Luc. 19:10.

Aparece o Mestre designado pelo Céu, e não é outro personagem senão o Filho do Deus Infinito. Abri o rolo e lede o que está escrito a Seu respeito. Moisés declarou aos filhos de Israel: "Então, o Senhor me disse: Bem falaram naquilo que disseram. Eis que lhes suscitarei um Profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as Minhas palavras na Sua boca, e Ele lhes falará tudo o que Eu Lhe ordenar. E será que qualquer que não ouvir as Minhas palavras, que Ele falar em Meu nome, Eu O requererei dEle." Deut. 18:17-19. Aqui está a predição anunciando a notável chegada. Suas palavras não deviam ser desprezadas; pois Sua autoridade era suprema e Seu poder invencível.
Abri o rolo ainda mais e lede o que Isaías diz de Sua obra: "O Espírito do Senhor Jeová está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas novas aos mansos; enviou-Me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; e a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê ornamento por cinza, óleo de gozo por tristeza, veste de louvor por espírito angustiado, a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado." Isa. 61:1-3. ...
Além disso, lemos algo sobre Cristo como o Mensageiro do concerto que ainda estava para vir, e como o Sol da Justiça que ainda iria aparecer. Os profetas faziam dEle o seu assunto mais antigo e o mais recente. ...
Em Seu advento, [os judeus] não O receberam porque haviam formado uma falsa idéia acerca da maneira de Sua vinda. Esse Jesus, um camponês e carpinteiro, de origem obscura, o Filho de Deus, o Messias? Não poderia ser.
Mas a peculiaridade que separava os judeus das outras nações desapareceu em Cristo. Ele colocou-Se onde poderia dar instruções a todas as classes de pessoas. Muitas vezes lhes disse que estava ligado a toda a família humana: judeus e gentios. "Não vim chamar os justos [aos seus próprios olhos], mas os pecadores, ao arrependimento" (Mat. 9:13), declarou Ele. Jesus veio buscar e salvar o perdido. Foi para isso que Ele deixou as noventa e nove [ovelhas]; foi para isso que depôs Suas vestes reais e encobriu Sua divindade com a humanidade. O mundo inteiro é o campo de labuta de Cristo. Uma esfera mais restrita do que essa não entra nas Suas cogitações. Signs of the Times, 24 de junho de 1897.

Jesus Representa o Pai

Pai justo, o mundo não Te conheceu; mas Eu Te conheci, e estes conheceram que Tu Me enviaste a Mim. E Eu lhes fiz conhecer o Teu nome e lho farei conhecer mais, para que o amor com que Me tens amado esteja neles, e Eu neles esteja. João 17:25 e 26.

Cristo veio ao mundo para representar o Pai para o homem; pois Satanás O apresentara ao mundo sob uma falsa luz. Porquanto Deus é um Deus de justiça e de grande majestade, que tem poder para destruir bem como para preservar o homem, Satanás induziu os homens a encararem-nO com medo, a considerarem-nO um tirano. Jesus estivera com o Pai desde os séculos eternos, antes da criação do homem, e veio revelar o Pai, declarando: "Deus é amor." I João 4:8. Jesus representou a Deus como Pai bondoso, que cuida dos súditos de Seu reino. Ele declarou que nenhum pardal cai no chão sem que o Pai saiba disso, e que os filhos dos homens são de mais valor à Sua vista do que muitos pardais e que até os cabelos todos da cabeça estão contados.
No Antigo Testamento bem como no Novo Testamento, o Senhor é retratado não somente como um Deus de justiça, mas também como um Pai de amor infinito. O salmista declara: "O Senhor faz justiça e juízo a todos os oprimidos. Misericordioso e piedoso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade. Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos retribuiu segundo as nossas iniqüidades. Pois quanto o céu está elevado acima da Terra, assim é grande a Sua misericórdia para com os que O temem." Sal. 103:6, 8, 10 e 11.
Satanás revestira o Pai de seus próprios atributos, mas Cristo representou-O em Seu verdadeiro caráter de benevolência e amor. No caráter em que Cristo apresentou-O ao mundo, era como se desse uma nova dádiva ao homem. ...
O Filho de Deus declarou em termos positivos que o mundo estava destituído do conhecimento de Deus; mas este conhecimento era do mais alto valor, e constituía uma dádiva especial de Sua parte, o inestimável tesouro que trouxe para o mundo. No uso de Sua excelsa prerrogativa, Ele transmitiu a Seus discípulos o conhecimento do caráter de Deus, para que pudessem comunicá-lo ao mundo. ... Todo aquele que crê na mensagem de Deus deve exaltar a Jesus, dirigir os homens a Cristo e dizer: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" João 1:29.
A pessoa imbuída do amor de Cristo é uma com Ele; ela comunga com Cristo; Ele é formado no íntimo, a esperança da glória, e o cristão passa a representar o Pai e o Filho para o mundo. Signs of the Times, 27 de junho de 1892.