25/03/2013

Jesus Celebra a Sua Primeira Páscoa

Ora, todos os anos, iam seus pais a Jerusalém, à Festa da Páscoa. E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. Luc. 2:41 e 42.

Todos os anos José e Maria subiam a Jerusalém para a festa da páscoa, de acordo com os requisitos da lei judaica. Os dias da infância de Jesus haviam terminado. Ele ingressara no período da juventude. José e Maria, segundo o seu costume, prepararam-se para fazer a longa viagem a Jerusalém. Eles levaram Jesus consigo. Foram junto com muitos outros que se dirigiam a Jerusalém para observar essa festa solene.
À mente humana é impossível compreender as meditações do Filho de Deus enquanto olhou com interesse para o Templo pela primeira vez. Não podemos imaginar quais foram os Seus pensamentos ao andar nos seus átrios, e discernir com os olhos a obra do sacerdote ministrante, o altar com a vítima ensangüentada, o sagrado incenso subindo a Deus e os mistérios do Santo dos Santos atrás do véu, e compreender a realidade que essas cerimônias prefiguravam. Cristo mesmo era a chave para decifrar todos esses mistérios sagrados que só eram entendidos vagamente por José e Maria. Tudo isso fora instituído para representar a Cristo e cumpriu-se em Sua morte.
A páscoa era o nome dado a essa cerimônia em comemoração do prodigioso evento que foi a saída dos hebreus do Egito. Na noite em que eles saíram do Egito, o anjo destruidor entrou em todas as casas e matou todos os primogênitos, desde o filho mais velho do rei no seu trono, até o primogênito do escravo de posição mais humilde. ...
O Senhor deu instruções especiais aos hebreus, ordenando que cada família matasse um cordeiro e aspergisse o sangue nos batentes das portas, para que quando o anjo destruidor empreendesse sua missão de morte, o sangue sobre a ombreira da porta fosse para eles um sinal de que aqueles que se achavam dentro da casa eram os adoradores do Deus verdadeiro. O anjo da morte passou por alto as casas assim designadas. Ordenou-se que nessa noite memorável os hebreus estivessem preparados para a sua viagem. ...
De acordo com as instruções que lhes foram dadas por Deus, todos eles se achavam preparados para a viagem, prontos para a ordem de saída do Egito. ...
Conquanto a instituição da páscoa apontasse para trás, ao maravilhoso livramento dos hebreus, ela também apontava para a frente, mostrando a morte do Filho de Deus antes que ocorresse. Na última páscoa que nosso Senhor observou com os Seus discípulos, Ele instituiu a Ceia do Senhor em lugar da páscoa, para que fosse observada em memória de Sua morte. Não tinham mais necessidade da páscoa, pois Ele, o grande Cordeiro antitípico, estava pronto para ser sacrificado pelos pecados do mundo. O tipo encontrou o antítipo na morte de Cristo. Youth's Instructor, maio de 1873.

Jesus veio Buscar e Salvar o Perdido

Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. Luc. 19:10.

Aparece o Mestre designado pelo Céu, e não é outro personagem senão o Filho do Deus Infinito. Abri o rolo e lede o que está escrito a Seu respeito. Moisés declarou aos filhos de Israel: "Então, o Senhor me disse: Bem falaram naquilo que disseram. Eis que lhes suscitarei um Profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as Minhas palavras na Sua boca, e Ele lhes falará tudo o que Eu Lhe ordenar. E será que qualquer que não ouvir as Minhas palavras, que Ele falar em Meu nome, Eu O requererei dEle." Deut. 18:17-19. Aqui está a predição anunciando a notável chegada. Suas palavras não deviam ser desprezadas; pois Sua autoridade era suprema e Seu poder invencível.
Abri o rolo ainda mais e lede o que Isaías diz de Sua obra: "O Espírito do Senhor Jeová está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas novas aos mansos; enviou-Me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; e a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê ornamento por cinza, óleo de gozo por tristeza, veste de louvor por espírito angustiado, a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado." Isa. 61:1-3. ...
Além disso, lemos algo sobre Cristo como o Mensageiro do concerto que ainda estava para vir, e como o Sol da Justiça que ainda iria aparecer. Os profetas faziam dEle o seu assunto mais antigo e o mais recente. ...
Em Seu advento, [os judeus] não O receberam porque haviam formado uma falsa idéia acerca da maneira de Sua vinda. Esse Jesus, um camponês e carpinteiro, de origem obscura, o Filho de Deus, o Messias? Não poderia ser.
Mas a peculiaridade que separava os judeus das outras nações desapareceu em Cristo. Ele colocou-Se onde poderia dar instruções a todas as classes de pessoas. Muitas vezes lhes disse que estava ligado a toda a família humana: judeus e gentios. "Não vim chamar os justos [aos seus próprios olhos], mas os pecadores, ao arrependimento" (Mat. 9:13), declarou Ele. Jesus veio buscar e salvar o perdido. Foi para isso que Ele deixou as noventa e nove [ovelhas]; foi para isso que depôs Suas vestes reais e encobriu Sua divindade com a humanidade. O mundo inteiro é o campo de labuta de Cristo. Uma esfera mais restrita do que essa não entra nas Suas cogitações. Signs of the Times, 24 de junho de 1897.

Jesus Representa o Pai

Pai justo, o mundo não Te conheceu; mas Eu Te conheci, e estes conheceram que Tu Me enviaste a Mim. E Eu lhes fiz conhecer o Teu nome e lho farei conhecer mais, para que o amor com que Me tens amado esteja neles, e Eu neles esteja. João 17:25 e 26.

Cristo veio ao mundo para representar o Pai para o homem; pois Satanás O apresentara ao mundo sob uma falsa luz. Porquanto Deus é um Deus de justiça e de grande majestade, que tem poder para destruir bem como para preservar o homem, Satanás induziu os homens a encararem-nO com medo, a considerarem-nO um tirano. Jesus estivera com o Pai desde os séculos eternos, antes da criação do homem, e veio revelar o Pai, declarando: "Deus é amor." I João 4:8. Jesus representou a Deus como Pai bondoso, que cuida dos súditos de Seu reino. Ele declarou que nenhum pardal cai no chão sem que o Pai saiba disso, e que os filhos dos homens são de mais valor à Sua vista do que muitos pardais e que até os cabelos todos da cabeça estão contados.
No Antigo Testamento bem como no Novo Testamento, o Senhor é retratado não somente como um Deus de justiça, mas também como um Pai de amor infinito. O salmista declara: "O Senhor faz justiça e juízo a todos os oprimidos. Misericordioso e piedoso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade. Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos retribuiu segundo as nossas iniqüidades. Pois quanto o céu está elevado acima da Terra, assim é grande a Sua misericórdia para com os que O temem." Sal. 103:6, 8, 10 e 11.
Satanás revestira o Pai de seus próprios atributos, mas Cristo representou-O em Seu verdadeiro caráter de benevolência e amor. No caráter em que Cristo apresentou-O ao mundo, era como se desse uma nova dádiva ao homem. ...
O Filho de Deus declarou em termos positivos que o mundo estava destituído do conhecimento de Deus; mas este conhecimento era do mais alto valor, e constituía uma dádiva especial de Sua parte, o inestimável tesouro que trouxe para o mundo. No uso de Sua excelsa prerrogativa, Ele transmitiu a Seus discípulos o conhecimento do caráter de Deus, para que pudessem comunicá-lo ao mundo. ... Todo aquele que crê na mensagem de Deus deve exaltar a Jesus, dirigir os homens a Cristo e dizer: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" João 1:29.
A pessoa imbuída do amor de Cristo é uma com Ele; ela comunga com Cristo; Ele é formado no íntimo, a esperança da glória, e o cristão passa a representar o Pai e o Filho para o mundo. Signs of the Times, 27 de junho de 1892.

Jesus o Verdadeiro Restaurador

E chamar-te-ão reparador das roturas e restaurador de veredas para morar. Isa. 58:12.

O Filho de Deus veio ao mundo como restaurador. Ele era o Caminho, a Verdade, e a Vida. Toda palavra que proferiu era espírito e vida. Ele falava com autoridade, ciente de Seu poder para abençoar a humanidade e libertar os cativos presos por Satanás; ciente também de que, por Sua presença, traria ao mundo plenitude de alegria. Almejava ajudar todo membro da família humana opresso e sofredor, e mostrar que Sua prerrogativa era abençoar, não condenar.
Para Cristo não era usurpação fazer as obras de Deus; pois foi para cumprir esse desígnio que Ele veio do Céu, e para isso os tesouros da eternidade estavam à Sua disposição. Ele não devia conhecer restrições na distribuição de Suas dádivas. Deixou de lado os que exaltavam a si mesmos, os honrados e os ricos, e misturou-Se com os pobres e oprimidos, trazendo a sua vida um brilho, uma esperança e uma aspiração que nunca haviam conhecido antes. Proferiu uma bênção sobre todos os que sofressem por Sua causa, declarando: "Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. ..." Mat. 5:11.
Cristo apropriou-Se distintamente do direito à autoridade e lealdade. "Vós Me chamais Mestre e Senhor - declarou Ele - e dizeis bem, porque Eu o sou." João 13:13. "Um só é o vosso Mestre, que é o Cristo." Mat. 23:10. Assim Ele manteve a dignidade própria a Seu nome, e a autoridade e poder que possuía no Céu.
Houve ocasiões em que falou com a dignidade de Sua própria e verdadeira grandeza. "Quem tem ouvidos para ouvir - disse Ele - ouça." Mat. 11:15. Nestas palavras apenas estava repetindo a ordem de Deus, quando, de Sua excelsa glória, o Infinito declarara: "Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo; escutai-O." Mat. 17:5. Ao estar entre os carrancudos fariseus, que procuravam fazer notar sua própria importância, Cristo não hesitou em comparar-Se com os mais distintos homens representativos que haviam andado na Terra, e reivindicar preeminência sobre todos eles.
Jonas era um desses homens tidos em alta estima pela nação judaica. ... Ao trazer à memória de Seus ouvintes a mensagem de Jonas e o seu auxílio em salvar aquele povo, Cristo disse: "Os ninivitas ressurgirão no Juízo com esta geração e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas." Mat. 12:41.
Cristo sabia que os israelitas consideravam Salomão o maior rei que já empunhou um cetro sobre um reino terrestre. ... Contudo, Cristo declarou: ... "E eis que aqui está quem é mais do que Salomão." Mat. 12:42. Youth's Instructor, 23 de setembro de 1897.

21/03/2013

Traição no Céu

Onde estavas tu quando Eu fundava a Terra? ... ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam? Jó 38:4-7.

Muitos dos simpatizantes de Lúcifer estavam inclinados a ouvir o conselho dos anjos leais e se arrependeram de sua insatisfação, e de novo receberam a confiança do Pai e Seu amado Filho. O grande rebelde declarou então que estava familiarizado com a lei de Deus e se se submetesse a uma obediência servil seria despojado de sua honra. Nunca mais poderia ser incumbido de sua exaltada missão. Disse que ele mesmo e os que com ele se uniram tinham ido muito longe para voltarem, que enfrentaria as consequências, que nunca mais se prostraria para adorar servilmente o Filho de Deus; que Deus não perdoaria, e que agora eles precisavam garantir sua liberdade e conquistar pela força a posição e autoridade que não lhes fora concedida voluntariamente.
Os anjos leais apressaram-se a relatar ao Filho de Deus o que acontecera entre os anjos. Acharam o Pai em conferência com Seu Filho amado, para determinar os meios pelos quais, para o bem-estar dos anjos leais, a autoridade assumida por Satanás podia ser para sempre retirada. O grande Deus podia de uma vez lançar do Céu este arquienganador; mas este não era o Seu propósito. Queria dar aos rebeldes uma oportunidade igual para medirem sua força e poder com Seu próprio Filho e Seus anjos leais. Nesta batalha cada anjo escolheria seu próprio lado e seria manifesto a todos. Não teria sido seguro tolerar que qualquer que se havia unido a Satanás na rebelião, continuasse a ocupar o Céu. Tinham aprendido a lição de genuína rebelião contra a imutável Lei de Deus e isto era irremediável. ...
Então houve guerra no Céu. O Filho de Deus, o Príncipe do Céu, e Seus anjos leais empenharam-se num conflito com o grande rebelde e com aqueles que se uniram a ele. O Filho de Deus e os anjos verdadeiros e leais prevaleceram; e Satanás e seus simpatizantes foram expulsos do Céu. Todo o exército celestial reconheceu e adorou o Deus da justiça. Nenhuma mácula de rebelião foi deixada no Céu. Tudo voltara a ser paz e harmonia como antes ...
O Pai consultou Seu Filho com respeito à imediata execução de Seu propósito de fazer o homem para habitar a Terra. História da Redenção, págs. 16-19.
A rebelião de Satanás deveria ser uma lição para o Universo, durante todas as eras vindouras - perpétuo testemunho da natureza do pecado e de seus terríveis resultados. A atuação do governo de Satanás, seus efeitos tanto sobre os homens como os anjos, mostrariam qual seria o fruto de se pôr de parte a autoridade divina. Testificariam que, ligado à existência do governo de Deus, está o bem-estar de todas as criaturas que Ele fez. Patriarcas e Profetas, págs. 42 e 43.